domingo, 6 de novembro de 2016

Era Hiboriana como tema de campanha


Todo mundo que já leu uma aventura qualquer deste Cimério musculoso chamado Conan já deve ter ficado com vontade de jogar uma aventura ambientada nesse mundo incrível de Espada e Feitiçaria da Era Hiboriana. Seja pelas revistas da Marvel ou Darkhorse, ou pelos contos em livros do próprio Robert E. Howard ou os escritores que dele nasceram, essa determinada época do mundo é apaixonantemente exótica.
Pra quem pouco sabe de onde brota essa "chama exótica" da era Hiboriana é bom que se explique levemente um pouco disso tudo. A Era Hiboriana é uma época que existiu antes de um grande cataclismo que erradicou todo o continente e nessa época existiam ídolos profanos, feiticeiros macabros, deuses vindos do espaço cósmico e monstros habitando livremente.

Pra adaptar esse mundo para um jogo, já que estamos carentes de sistemas que tenham a Era Hiboriana como tema, existem dois caminhos: Com magia para os players e Sem magia para os players. Pra isso cada um deve ser explicado:


  • Com Magia: Nesse modo os jogadores poderiam começar com classes como Mago, Feiticeiro, Clérigo ou Paladino. Mas pra isso é necessário entender que toda magia da Era Hiboriana está intimamente ligada ás divindades do mundo. Isso tecnicamente transforma todas as classes mágicas em sacerdotes das deidades. Isso também afeta a visão dos personagens pro mundo ao redor e vice versa. Um servo do deus canibal YOG não é bem visto aos olhos dos povos nortenhos, assim como um clérigo do deus da luz, MITRA, não é sequer aceito no reino de Stygia. É necessário conhecimento do mundo em que se joga e uma boa leitura de Conan, seja nos livros ou quadrinhos.
  • Sem Magia: Agora nesse modo (que é o recomendável) os jogadores não tem acesso às classes mágicas. Assim teria-se somente Bárbaro, Guerreiro, Ladino e Batedor (isso varia de comparação de jogo pra jogo, aqui estamos comparando com D&D 3.5). Sua evolução focada no combate, sobrevivência, exploração e conhecimento, faz com que a magia dos deuses da era Hiboriana seja vista com maus olhos pelos players. É uma arte estranha e inalcançável, que gera desconfiança de quem a domina. Isso permeia muito as histórias do próprio Conan quando este se depara com a vil profana.
O ponto principal aqui é discernir qual tipo de campanha o mestre deseja desenvolver. Isso afeta profundamente o ritmo do jogo. Mas há mestres - como eu, no caso - que desenvolvem o início da campanha sem magia mas trata as classes mágicas como classes de prestígio. Isso - a meu ver - desenvolve um ótimo jogo onde os personagens desenvolvem-se lentamente e proporciona um jogo longo e cheio de tramas. Mas como essa é a primeira edição desta revista virtual desenvolveremos um sistema próprio tendo a Era Hiboriana como pano de fundo, e pra isso necessitamos de ajuda e recorremos à vocês leitores. Deixem seus comentários relativos á esse primeiro post ou a outro assunto referente a outro sistema ou mundo de RPG, nós o leremos e levaremos em consideração para os próximos posts. E se por acaso vocês tiverem uma grande ideia para um novo sistema deixe nos comentários que possivelmente o ajudaremos a desenvolvê-lo e daremos o inteiro crédito ao criador. Deixe suas dicas e sugestões e quem sabe as usaremos para melhorar mais nosso conteúdo.

2 comentários:

  1. Um sistema que casa muito bem com esse cenário é o gurps.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Justamente foi o GURPS CONAN que me fez pensar em incorporar a era hiboriana em outros sistemas!

      Excluir